18 dez 2025
Assembleia Geral aprovou Programa de Ação e Orçamento para 2026
A Assembleia Geral da Casa da Imprensa aprovou por unanimidade o Programa de Ação e o Orçamento para 2026, em reunião realizada esta quarta-feira, dia 10, que decorreu simultaneamente em Lisboa e no Porto.
Na proposta de Programa de Ação e Orçamento para 2026 (PAO_2026), o Conselho de Administração (CA) destaca, entre os principais objetivos para o próximo ano, “o aumento do número de associados, com respeito pelo primado da natureza mutualista da associação”, e a manutenção do equilíbrio financeiro de todas as modalidades de benefícios. Muito especialmente, o CA propõe-se fazer o acompanhamento ativo da modalidade de Saúde, no sentido de “prosseguir o trajeto de equilíbrio financeiro que permita mantê-la como complemento sustentável ao Serviço Nacional de Saúde.
O CA compromete-se também a “efetivar parcerias” que “ampliem os benefícios aos associados no âmbito dos serviços de apoio domiciliário e de alojamentos assistidos”. Para isto, vai “prosseguir o estudo e a procura das condições” que permitam à Casa da Imprensa dispor de soluções próprias nessas áreas.
Orçamento
O orçamento das modalidades mutualistas para o próximo ano prevê uma despesa global de 1.496.878,68 euros (mais 7,6% do que no ano anterior), para uma receita de 1.480.947,97 euros, com um resultado líquido negativo de 15.930,71 euros, um défice orçamental de 1,08 por cento. O CA admite que este défice possa “ser atenuado na execução orçamental”, mas alerta para o “ambiente de incerteza que carateriza o sector da saúde e para a tendência, que persiste, para o aumento dos preços”.
As maiores despesas previstas correspondem aos custos diretos dos benefícios (cuidados de saúde, subsídios e provisões), que se estimam em 1.018.942,12 euros, e os gastos com pessoal, no valor de 249.652,42 euros.
Nos rendimentos, a principal fonte de receita vem da quotização (acima de 977 mil euros, dos quais cerca de 121 mil euros resultam de comparticipações do Fundo de Ação Social), seguindo-se os rendimentos prediais (cerca de 206 mil euros).
A proposta de orçamento do Fundo de Ação Social, o fundo autónomo que suporta os apoios sociais fora das modalidades mutualistas, prevê uma despesa total em 2026, de 373.728,36 euros, mais 15.000,33 euros (+4,2%) do que o previsto para 2025. Cerca de 248 mil euros (66,5% do total) destinam-se a apoios sociais diretos, a favor de associados e outros beneficiários do fundo.
Parecer do Conselho Fiscal
No seu Parecer emitido a propósito da proposta de Programa de Ação e Orçamento, o Conselho Fiscal (CF) destaca que “o regresso a resultados negativos previsto para 2026, não sendo de um valor em si preocupante, evidencia os desafios que a Casa de Impresa enfrenta”.
No entanto, o CF assinala com satisfação “a interrupção em 2025 da trajetória de crescimento da despesa com o internamento hospitalar, fator de pressão financeira crescente, sobretudo após a pandemia”. Esta interrupção da tendência, acrescenta, “resulta em grande parte de medidas ativas de gestão e permite ao Conselho de Administração propor o não aumento de quotas em 2026”.
O CF dá assim um parecer favorável e considera o programa “equilibrado e adequado”, ao focar-se nas necessidades dos associados e nos principais “riscos e oportunidades para a sustentabilidade da Casa da Imprensa”.
Veja também:
Programa de Ação e Orçamento para 2026, com o Parecer do Conselho Fiscal
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Notícia reeditada em 2025.12.18
Categorias: Casa da Imprensa Programa de Ação Orçamento